segunda-feira, 26 de maio de 2008

Purovic


"26/05/2008
FUTEBOL
Sporting
(in Sapo Infordesporto, 26/05/2008)


Oh amigos, venham depressa mas também não precisam de correr: à velocidade a que o homem se desloca, concerteza não irá fugir!

Brincadeiras de merda

Casal coloca bebé à venda no eBay
Um casal alemão está a ser investigado pelas autoridades depois de terem colocado o seu filho de oito meses à venda no site de leilões eBay. Apesar de terem justificado a iniciativa como uma «brincadeira», a criança ficou sob custódia.
(in "Sol", versão on-line, 26/05/2008)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A Champions, apesar de tudo...


Mais pálido que o Verde do meu Sporting, este ano, só mesmo o Rosa desbotado dos vizinhos da 2ª Circular. Fraca consolação para quem fica em 2.º, mas a 14 pontos do primeiro (e ainda deram 6 para as alminhas...).
Venham os 5 milhões: do mal, o menos!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Branca

Já sei o que é uma branca.
Já muito tenho ouvido falar nela, já várias vezes disse que as tinha tido, mas nada como isto: meu povo, é inexplicavel! Mas eu explico...
Maio é mês de Nossa Senhora, dos trabalhadores, e dos... testes. Ontem foi dia de História do Direito. Andei desde o fim de semana a aproveitar as noites para ir estudando, a coisa estava bem, matéria sabida, sem grandes problemas. Tirei a tarde do dia do teste, juntei-me com colegas para clarificar ideias e, juro-vos, até dei espectáculo tão à vontade parecia estar.
21h00, preencho o cabeçalho da folha de teste, distribuição de enunciados, abro a gaveta do cérebro onde estava guardada a matéria que tão afincadamente vinha estudando e... não era uma branca: era um lençol de cama de casal! Branco!
Pensei em chamar a polícia e participar do roubo da minha matéria que ali estava, tinha a certeza, meia hora antes. E até tinha testemunhas.
Tentei não entrar em pânico e pensar se a teria posto por engano noutro lado. Até pedi ao professor para me deixar sair por uns minutos, para ir tomar ar e beber uma garrafa de água, não fosse tê-la deixado cair no bar ou no caminho para a sala. Mas não: fui e voltei, e o raio da matéria não apareceu.
Agarrei na folha de teste e, inspirado, escrevi: "DESISTO".
Já há muito cá fora, alguém me sugeriu: "Ouve lá, se tu até sabes a matéria, porque é que não pedes ao professor que te deixe fazer o teste amanhã, com a turma da manhã?"
Bem dito, bem feito - e o senhor foi mais que compreensivo, Deus o guarde.
Hoje, 09 da matina, lá estava eu de novo. E sabem que mais? Com toda a carga subjectiva que apenas os estudantes sabem que estas afirmações têm, aquilo até nem correu muito mal.
Uma angústia me fica, no entanto: onde é que a puta da matéria se meteu ontem? E de onde é que ela saiu hoje?

terça-feira, 6 de maio de 2008

Politicamente incorrecto


Bob Geldof, em Lisboa: "Angola é gerida por criminosos"

domingo, 4 de maio de 2008

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Temos o país que merecemos!

Ontem recebi mais um daqueles e-mails de "Leiam e passem aos vossos contactos!". Não era propriamente uma corrente de mézinhas e orações, em que se reencaminhamos para 10 pessoas nos sai o euromilhões, e se não o fizermos nos caem todos os males em cima, a começar por uma valente caganeira.



Este incitava a "Não pagar multas na hora!" Em traços gerais, sugeria que "Se cometerem uma infracção grave ou muito grave ao código da estrada, NÃO PAGUEM VOLUNTARIAMENTE. Digam ao polícia - que vai insistir convosco para pagarem logo - que preferem o depósito." Entre outras considerações relacionadas com o facto de serem retidos os documentos e de terem que ser passadas guias de substituição, de se afirmar que "Quem paga voluntariamente fica sem possibilidade alguma de se defender, porque a partir do instante em que paga assume que é culpado", o que me ficou foi o conselho em que se expressa que "Se optarem pelo Depósito e pela impugnação da contra-ordenação, obrigam os serviços da DGV" - que já não existe, digo eu - "e os Governos Civis a ficarem entulhados de processos para responder e dar seguimento. Muitos desses processos vão prescrever." E mais à frente: "Neste momento a DGV já está a rebentar pelas costuras, o sistema está à beira da ruptura. DEPOSITAR E IMPUGNAR." E termina com considerações iluminadas como "Os milhões de euros que pagamos em coimas não são aplicados na melhoria das estradas nem no aumento da segurança das mesmas."

Em nenhum lado se refere que, regra geral, as infracções graves ou muito graves ao código da estrada resultam de autênticos atentados ao civismo, e ao respeito pelos outros e por si próprio; que para viver em sociedade há que aceitar regras que a regulam, e que a violação dessas regras implica - e muito bem - penas que pretendem ter um efeito dissuasor, sob pena de isto se tornar uma selva ainda maior do que já é; em nenhum ponto se apela à adopção de comportamentos cívicos, como seja, evitar cometer infracções.

Não: adopta-se uma atitude de "chico-espertismo" tão próprio dos Portugueses: vamos atafulhar as instituições para ver se emperramos o sistema e, assim, conseguir que a nossa contra-ordenação possa prescrever, ainda que daqui a 5 minutos, quando for do nosso interesse, possamos estar a reclamar que a justiça é lenta, que os tribunais não respondem às necessidades dos cidadãos, etc., etc., etc.

Temos o País que merecemos!

E vem-me à memória um texto brilhante de Eduardo Prado Coelho, no Público, amplamente difundido na Internet, em que ele abordava exactamente esta questão, com uma profusão de exemplos bem conseguidos.