segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Corpo, corpo, porque me abandonas?

Realmente, os anos começam a pesar, e o corpo já não responde às atrocidades que lhe fazemos da mesma forma como respondia.

Isto a propósito de um jantarzito com mais três bloggers - abençoado jantar, que andava a ser prometido e adiado vai para alguns seis meses - seguido de mais uns quantos copos de tinto até que o pouco tino que ainda restava nos dissesse que eram, de facto, horas de ir p'ra casa.

Sobre o itinerário não vale a pena falar, a não ser para corrigir uma imprecisão e uma omissão no post do w.v.d. (3marcas.blogspot.com): a "adega do ti manel" chama-se, de facto, a "Tasca do Manel", e fica na Rua da Barroca, ao Bairro Alto (recomendo, uma vez mais); entre o tal bar em que o "Bar-tender" não me reconheceu - só reconheceu os outros três, o palhaço, isto mesmo sabendo que eu nunca lá tinha estado, o que não serve de desculpa! - e o Incógnito, ainda passámos por um outro na Calçada da Bica.

E neste ponto, uma nota para o Jaime e para o Tomás: eu não saía à noite há um carradão de tempo, e no dia em saio vou-vos encontrar a mamar copos, às duas da manhã. E depois querem render nos jogos de futebol do nosso (des)contentamento...

A redescoberta do Chafarix ao fim deste tempo todo foi uma agradável surpresa, com um ambiente "cota" mas cheio de energia e gente gira, e um movimento que eu julgaria impensável para as 4 horas da manhã de um dia de semana. O meu companheiro de fim de noite - sim, já só restava eu e o w.v.d., porque os outros basaram, "incógnitos" - é que já não via mais nada, de tão emocionado com o grande Humberto.

Olhadas as horas, esvaziada a última taça de tinto - creio que a última já não esvaziei, tal a quantidade já ingerida - lá decidimos ir apanhar ar fresco e um táxi que nos levasse ao Campo Grande, onde os nossos bólides nos aguardavam. E se refiro este pormenor aparentemente sem importância, é porque dele surge a única coisa de onde se pode retirar alguma moral neste "post". Chegados junto ao carro, num assomo de racionalidade, comentei com o taxista que, "bem jogado, bem jogado, é você ir-me levar a casa direitinho, deixar aqui a carripana, e amanhã vir cá buscá-la com a ajuda de prestimoso amigo". Tão depressa o disse e mais depressa o esqueci - o vinho a falar mais alto - acrescentando de imediato: "Deixe lá, isto agora é só mais um bocadinho e assim, amanhã, já escuso de vir para aqui perder tempo". E lá agarrei no carro, que conduzi até a casa são e salvo, mas arriscando aquilo que por norma não costumo arriscar. E digo-vos que não me orgulho de o ter feito, ainda mais agora que o efeito do álcool já passou...

Finalmente, e retomando a ideia inicial deste já longo "post", o corpo já não responde como respondia outrora: aquela sexta-feira foi negra, apesar de não ter havido qualquer "crash" de bolsa. E quando o Ricardo me telefonou ao fim da manhã, aflito porque lhe faltava um jogador para uma peladinha às 19h00, não consegui dizer que não, apesar da moínha que insistentemente me não largava a cabeça. E digo-vos que apesar dos arrotos, expelidos a cada pique (chamar piques áqueles "arrastos" é de uma benevolência atroz), penso que aquela chuva miúdinha que caiu durante todo o jogo e o suor que, apesar de tudo, expulsei naquela horita, ajudaram a debelar a enxaqueca e a dar à noite um brilho bem melhor do aquele que se verificou durante o dia. E a iniciar o estágio para o dia seguinte, que se previa também durinho com a festinha do João.

E agora, "Venham mais cinco de uma assentada, que eu pago já"! Favas a 28 de Fevereiro, não é?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

10 anos em algumas imagens... e sem palavras!












































A verdadeira Amizade

"Amigo não é aquele que nos levanta quando caímos, mas sim aquele que prega um valente enxerto de porrada no filho da puta que nos empurrou!"

(Com a devida vénia ao meu amigo Luis Cordeiro)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Isto é que vai (outra vez) uma açorda, hein!?

... de tomate, de espinafres, de beldroegas, de peixe do rio, de cação, de salsa e cebola, de alho...

... vermelhas como as papoilas, verdes como os campos, cheirando a rio ou a mar, lembrando a simples frescura das leiras dos temperos...



JÁ MARQUEI NA AGENDA!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Não Recomendado



Há dias assim: e hoje, é dia de NÃO recomendar, antes pelo contrário.

Os hoteleiros - como todos os outros profissionais, na sua área - são chatos como tudo quando toca a serviço. E reparam em tudo, tecendo, com o seu sentido crítico - até porque têm a mania que percebem da coisa -, as mais variadas considerações.

O Richard's está implantado junto aos campos de futebol do Clube TAP, por trás do Batalhão de Sapadores Bombeiros, ali para os lados do aeroporto. E começa logo por levantar dúvidas quanto à cozinha que persegue: cá fora, em letras gordas pintadas na parede, diz que é Restaurante Grill. E lá dentro, na carta, temos entre outras carnes para grelhar, a picanha, a maminha, e outras brasileirices. Depois, a um canto, tem uma espécie de balcão de sobremesas onde, imagine-se, se oferece Sushi e outros acepipes da cozinha Japonesa. Pratos do dia recomendados: Polvo à Lagareiro e Filetes de Linguado acompanhados com batatas e legumes cozidos.

Depois de uma pequena conferência, a escolha dos seis comensais foi o belo Polvo. Pergunta de um dos dois brasileiros que, diligentes, nos serviam: "Seis dósis dji pôlvo?"

Ao que alguém respondeu: "Fica ao seu critério: acha que são necessárias seis?"

Resposta rápida do nosso interlocutor: "É mélhôr ás seis, porqui o pôlvo, áqui, não é muito bém sérvido".

Estamos conversados quanto à capacidade que o rapaz demonstra para as vendas (se o patrão ouvisse ía concerteza adorar).

Já agora, uma das coisas que mais me irrita no serviço de restaurante (até em casa refilo), é que os pratos se vão levantando à medida que cada pessoa vai terminando, em vez de esperar que toda a gente acabe a refeição. Muito menos gosto que quase me tirem o prato da frente. Pois nesse aspecto, os moços mostraram uma rapidez e eficiência extraordinárias.

Devo dizer que não considero € 15,00 por pessoa um preço exorbitante, mas que o achei caríssimo face ao que me foi dado constatar. Até porque, para lá do polvo, comemos pãozinho com azeitonas e bebemos um cafézinho (à benfica: fraquinho, fraquinho!) no fim.

E para que neste "post" nem tudo seja negativo, há que dizer que o polvo até nem estava mal confeccionado, e contrariamente ao que o brazuca afirmou, as doses tinham substrato suficiente para um comensal dito normal como a imagem documenta. Ninguém tem é culpa que ali se tivessem sentado seis alarves como nós.



Há duas palavras que, juntas, me causam alguma repugnância em usar: trata-se de NUNCA MAIS, porque tenho para mim que nunca mais é muito tempo. Mas não fiquei com saudades, lá isso não...


(No início do mês de Dezembro tive oportunidade de conhecer uma casa no Bairro Alto que se chama "A Tasca do Manel", de onde saí completamente maravilhado com o que foi servido - comi dos pratos de toda a gente. Não é que tenho marcado um jantar para lá, no próximo dia 29? E nem fui eu que me lembrei. É o que faz dar-me com gente que gosta disto tanto ou mais que eu.)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cuidado com o Sol

Carcavelos, 01 de Janeiro de 2009
12h10 (pela hora do Cancro)