domingo, 23 de dezembro de 2007



Este ano estou a tentar, uma vez mais, resistir ao envio indiscriminado de SMS's que habitualmente são próprios da época.

É uma questão de economia, mas é, sobretudo, o dizer não a uma prática cada vez mais impessoal de se desejar boas festas: e fazê-mo-lo da mesma forma para os simples conhecidos - só porque constam da lista de contactos do telemóvel - como para aqueles que realmente nos são queridos e merecem um outro tipo de atenção - e para estes não são precisas mensagens "chapa 5" para saberem o quanto lhes queremos.

É por esse motivo que deixo aqui os meus votos de um Feliz Natal e de um Novo Ano cheio de sucessos para todos, na certeza de que a ausência de uma mensagem pessoal não significa esquecimento das pessoas de que mais gosto porque, para essas, para aquelas que sabem que têm um lugar especial no meu coração, tenho ao longo do ano muitas formas de lhes mostrar esse apreço.

SAÚDE E PAZ!

domingo, 16 de dezembro de 2007

A coisa vai

Diz quem me vê todos os dias - e em especial os que me vêem com algum espaçamento temporal - que as melhoras são notórias. Eu digo que já estive melhor.

Há cerca de um mês, antes de me dar esta merda, estava nitidamente melhor. Mas também eu reconheço que houve (grande) evolução.

Um obrigado sincero a todos quantos têm manifestado a sua preocupação e interesse.

Tempo

É impressionante: desde 30/11 que não "posto" nada.

E olho para trás e percebo porquê. Entre trabalho, aulas, fisioterapias e estudos (sim porque os testes já começaram, e algum estudo tem que haver), o tempo, realmente, não pode dar para tudo.

Vejo a filhota a esperar por mim até às 11 ou a levantar meia hora mais cedo porque quer ajuda num trabalho de matemática; vejo o filhote - ciumento, coitado - a exigir atenção com a ficha de meio-físico, e a questão tem que se levantar: vale a pena? Quais os valores que tenho que colocar como prioritários?

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A minha terra II



29 de Novembro, 07h00.
Cerca de 200 agentes de várias corporações da PSP entram na Quinta da Fonte para uma Mega-Rusga, e por lá permanecem durante aproximadamente 5 horas.
Notícia de abertura em todos os noticiários; primeiras páginas dos jornais generalistas de hoje - todos disseram que era em Loures, o que é bom para a imagem d'A Minha Terra.
Fui reler um velho post de 20 de Março.
Continua actual!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Meus ricos animais...

Veio-me à lembrança uma expressão que ouvi várias vezes da boca do meu Pai: "Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais!"

Vem isto a propósito de uma sucessão de peixeiradas que se têm vindo a dar na minha turma, e que culminou com a intervenção ontem, em plena aula de economia, de um representante da AE e outro da Direcção de Curso, que nos vieram dizer que "já éramos todos adultos e que, por isso, nos devíamos comportar bem nas aulas e não fazer barulho!"

Importa referir que a média de idades desta turma andará, pelo menos, na casa dos 40 anos; que, obviamente, a maior parte das pessoas vai para as aulas depois de um dia de trabalho; que este "non-sense" - a intervenção daqueles senhores - foi motivado pela queixa feita por um aluno à AE e à Direcção do Curso, devido ao facto de "a turma ser indisciplinada e barulhenta, prejudicando os alunos que estão ali para aprender."

Considerações à parte sobre a forma e o local que o/a colega escolheu para resolver aquele que parece ser para ele(a) um problema, devo dizer que me senti ultrajado - eu como muitos outros colegas - pelo ralhete com que fomos brindados: é que aquilo nem no secundário tem lugar. Há questões (se as houver) que devem ser resolvidas nos lugares próprios - a sala de aulas - pelas autoridades para isso instituídas - os professores. E isto não partiu de um professor...

A juntar a isto, é ver a cada dia o crescimento daquilo que, aparentemente, são facções opostas na luta pelo poder (qual poder?) dentro da turma: só visto!

E ando eu, que nunca aceitei ralhetes de borla, a pagar € 260,00 por mês para os ouvir agora?

Meus ricos animais...

Ele há coisas do C******

Passados oito dias, deu-me para a filosofia:

"Realmente, um gajo pode adormecer sãozinho da vida num dia, e acordar todo estropiado (ou não acordar) no outro - assim, sem mais nem menos: já todos vimos isto nos outros, mas quando se aproxima da nossa porta..."

Ele há, realmente, coisas do C******!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ensino de Qualidade - Qualidade de Ensino

Transferi hoje o valor da mensalidade de Novembro da Universidade.

Inovações tecnológicas à parte - que permitem obter a referência Multibanco através da Internet e fazer, depois, o pagamento através do Homebanking, comodamente sentados frente ao computador - nunca deixo de me "arrepiar" com a monstruosidade que nos é pedida no acesso ao ensino privado (já que o público não comporta todos).

Dir-me-ão: "Já tiraste um curso numa Universidade Privada, qual é a novidade?". É verdade, mas já não estava habituado.

Vem isto a propósito de uma cadeira deste 1º ano, em que a docente, ontem, numa aula de 2 horas, conseguiu que dois colegas fizessem apresentações de trabalhos práticos de 5 minutos cada antes de nos mandar para "20 minutos de intervalo", passados 30 minutos (os tais 20 + 10) fez-se a CHAMADA e mais uma apresentação, e agora "vamos só conversar um bocadinho porque já não dá tempo para mais" - faltavam 40 minutos para o termo da aula.

Eu sei quanto é suposto pagar para frequentar o curso - porque essas são as regras do jogo conhecidas à partida - mas é legítimo esperar que a qualidade do produto que me é vendido seja consonante com o valor que pago.

É que, deste tipo de aulas, eu gostava quando andava no secundário a expensas dos meus pais: agora ando lá à noite, com que sacrifícios pessoais, familiares e profissionais, e não estou com vontade de aceitar este tipo comportamento da parte de quem, supostamente, deveria estar no cumprimento de uma missão sublime - independentemente do dinheiro que para isso receba.